sexta-feira, 14 de outubro de 2016

“Nota-se que adora o que faz”. Foi com esta curta e poderosa frase que concluíram a minha apresentação à plateia. Dei dois passos e encarei-a. Que plateia! Todos, ou quase todos, antigos professores. A tarefa, quase vestida de desafio, foi-me proposta pela minha irmã: ir falar, durante cerca de uma hora, sobre Coaching na mui nobre Associação de Solidariedade Social dos Professores em Viseu.

Se por um lado a minha dupla certificação como Coach me trazia a necessária  segurança, por outro a imagem da plateia, uma espécie de sala de professores concentrada, habituadíssimos a ouvir e a avaliar, desafiava a tal almejada segurança. Mas era sobre Coaching que iria falar, isso tal de Coaching que, também graças ao futebolista Éder e à sua mental coach, estava na ordem do dia e tinha sido catapultado para a ribalta. Pois então nada melhor que usar uma ferramenta do processo e fazer uma viagem no tempo. Uma curta viagem, avançar apenas o suficiente para ir ao final da palestra, onde já pude ver os olhares de aprovação, ouvir os aplausos e sentir os calorosos e sinceros cumprimentos. Ficou mais fácil, ficou mais plausível, fiquei mais seguro.

Falou-se - e questionou-se, não fosse o tema coaching, indissociável de questões - de metas, objectivos, de valores e crenças limitantes e poderosas. Também de linguagem corporal e como esta nos influencia e quanto influencia que nos ouve/vê. Já próximo do final surgiu uma importante questão: “ E quando falhamos?” Ah, o falhar, esse quase palavrão nesta eficaz sociedade, onde a corrente New Age, com o seu positivismo exacerbado, condena sobremaneira o falhar… O falhar, o fracasso, é um julgamento sobre o resultado a curto prazo. Se o Coachee (cliente) ainda não alcançou a sua meta, tudo o que isso significa é que não alcançou a sua meta - ainda.