É tão certo como abusarmos nas sobremesas durante a ceia. Quase tão certo como pedir desejos enquanto tentamos engolir as passas, de forma compassada, com as badaladas que separa o ano velho do novo. Sim, falo das resoluções de início de ano.
Igualmente certo é recordarmos das que decidimos encetar no início do ano e que, agora que termina… acabaram por ficar pelas intenções.
Todos os anos o processo repete-se; garra, muita garra nas novas decisões! Mas depois… depois arrumamos a casa, varremos os confetes e com eles varremos também a força das novas resoluções. O que falha? Será que decidimos o que mudar e nos esquecemos de "como" mudar?
A imagem dessa mudança vai ficando ténue no decorrer do tempo e quanto mais nos afastamos do momento da tomada de decisão, menos força ela irá ter.
Em Coaching é usual uma ferramenta chamada de Linha do Tempo. O processo que utilizamos para recordar é o mesmo que podemos utilizar para imaginar. A nossa mente adora esta actividade. Recorda-se da última passagem de ano? Óptimo, agora reforce o que viu, ouviu, sentiu nessa altura. A recordação fica mais forte, certo? Pelo seu sorriso posso ver que sim.
Podemos então, utilizar o mesmo método para enriquecer a imagem que queremos com a nossa resolução de ano novo. Iremos vê-la com detalhes, ouvir os elogios por essa decisão e sentir a recompensa por tê-la tomado. Ainda nesse presente/futuro, poderemos olhar para trás (para o passado/presente) e ver que passos tomamos para tornar essa resolução num facto consumado.
Voltando ao nosso presente, são esses os passos que definirão o "como" e que irão definir quais as atitudes, os pequenos degraus, que iremos tomar no dia-a-dia para atingir a mudança proposta.
O novo ano está a chegar, antecipe-se! Vá até lá e escolha onde quer inovar, depois regresse. Regresse e festeje. Eu regresso para o ano. Boas festas.
O novo ano está a chegar, antecipe-se! Vá até lá e escolha onde quer inovar, depois regresse. Regresse e festeje. Eu regresso para o ano. Boas festas.




