Coluna da semana passada no Jornal do Centro em que se questiona por onde andará, afinal, essa tal de solução?
Onde acham que anda??
Onde acham que anda??
"Na passada segunda-feira assisti à primeira intervenção de um ciclo de palestras trazidas à comunidade pelo Rotary Clube de Viseu sobre o tema “Empreendedorismo 4.”. Foi extremamente interessante e elucidativo ver que, de forma descontraída como que de uma uma ligeira história familiar se tratasse, o palestrante, o Coach Sérgio Almeida, conduziu os presentes, representantes de diversos sectores da cidade nomeadamente empresários, comerciantes, educadores, e demais, questionando-nos constantemente sobre papel do empreendedor no seu espectro mais alargado. Considerando que vivemos num mundo V.U.C.A. (volátil, incerto, complexo e ambíguo) seria desafiante – e extremamente ambicioso – encontrar, naquelas quase duas horas (tão curtas!) respostas às inúmeras questões levantadas. Findo o evento, já no decorrer da semana, foi precisamente isso que, me foi dito por um dos participantes: que não tinha encontrado resposta à sua questão. Creio que não será o intuito destas conferências responder a questões, mas sim levantá-las e isso mesmo foi referido. A solução correta não é como se de umas gotas miraculosas se tratassem, isso simplesmente não existe. E se existe questiono a sua eficácia e consistência. Uma resposta, para ser eficaz - assim como um medicamento - deve estar alinhada com os sintomas apresentados. As soluções one-size-fits-all estão, como se diz nos meandros da moda, demodé. A Consultadoria, a Formação e, principalmente, a Facilitação de cooperação nas organizações apresenta-nos, actualmente, soluções inovadoras com resultados constatados e confirmados. As metodologias de Facilitação principalmente, promovendo a coautoria das soluções por parte dos participantes, garante que o sentimento de posse e de criação da solução perdure no tempo e que os participantes entendam a solução como deles, não algo que foi plantado como se de uma colonização mental se tratasse. As respostas constroem-se. Seria interessante ver como os empreendedores Viseenses reagiriam a temas como, por exemplo, a liderança pela arte ou, ainda mais desafiante, a liderança servente em que o líder não é seguido, mas sim seguidor. Ambíguo, não? É assim o novo mundo. É assim a nova realidade."
