Inovar, inovar, todos devemos inovar. Calma, nem todos... Para alguns, inovar é um desafio que nos coloca demasiado fora da nossa zona de conforto. Decerto que é fora dessa zona que ocorre a mudança, mas quereremos todos nós mudar? Imaginem o sofrimento, a angustia que é, para alguém que todo o dia faz o mesmo percurso para o trabalho, toma o seu café sempre no mesmo local e que fica fulo quando a sua mesa habitual está ocupada... imaginem o que será para essa pessoa a simples imagem de inovação e mudança!? “Se está bem não se mexe!!” Estagnação? Ou garantia de que, se funciona, não se muda? Complicado este ser humano... uns gostam da certeza, outros da variedade. Qual será então a melhor fórmula? A mudança ou a garantia da continuidade?
Por vezes, em treinos de chefia de equipas, colocam-me a seguinte questão: - O que é mais desejável numa equipa? - Tudo. Sem pessoas que privilegiem a inovação, a mudança, iremos estar eternamente a fazer a mesma coisa, da mesma forma. E que, se esperamos resultados diferentes, acaba por ser uma boa definição de loucura... Por outro lado, se inovamos permanentemente, acabamos por perpetuar a decisão final.
Necessitamos da certeza para confirmar a validade da novidade. A inovação, para ser verdadeiramente arrojada, não pode estar presa a pragmatismos de exequabilidade. Deve poder ser até utópica, sem fronteiras de orçamento nem limites físicos ou espirituais. depois, serenamente, irá ser filtrada, irá descer à terra e ter (ou não) a sua aplicabilidade testada e validada. Repetir o mesmo processo e esperar um resultado diferente é uma definição de insanidade. Mas também se diz que, a diferença entre um génio e um louco é o grau de sucesso da ideia. Necessitamos de certezas para os nossos inovadores vingarem, mas também necessitamos de ser loucos para inovar.

Sem comentários:
Enviar um comentário