segunda-feira, 4 de abril de 2016

Brincar a sério

“Legos. Viemos à procura de legos.” foi a resposta dos meus amigos quando indaguei o que faziam por aquela loja. Sabendo de antemão que nenhum tinha filhos mais curioso fiquei, e já a “armadilhar” as perguntas quis saber: Que tipo de legos? Eram de arquitectura. Não da nova série branca, para as maquetes, mas sim da série dos edifícios famosos. Bestial, adultos bem crescidos, à entrada de uma loja, a conversar sobre legos...

Mas o assunto Lego é um assunto sério, tão sério que desde que a Lego percebeu que o seu negócio central não era, nem a roupa, nem os parques temáticos, mas sim os bons e velhos - velhos não, clássicos - pedacinhos de plástico que permitem uma sem número de combinações possíveis, que a Lego ganhou nova força e projecção. Certo que os filmes e os hotéis Lego são modelos de negócio estáveis e lucrativos. Mais certo e inovador é que os Legos sejam actualmente usados em formação e gestão para criar hipotéticos cenários, para, num modelo reduzido, poder-se recriar fluxos de trabalho e estudar a interligação entre vários elementos. 

Se na coluna anterior referi a realidade aumentada esta é qual? A realidade reduzida? Sim… e não. É reduzia em escala mas ampla em algo que os tempos actuais exigem, rapidez de resposta. Brincando com legos (atenção, brincando a sério, não a brincar) uma organização consegue, entre outras coisas, uma prototipagem de soluções de outra forma demasiado onerosa. Permite ainda uma macro-visão de todo o seu universo. Como se o gestor fosse um mini-Criador. Nada mal para umas peças de plástico, pois não? Muito se pede para pensar fora da caixa. Que tal pensar dentro da caixa, da caixa de Legos? Experimente brincar. A sério, não na brincadeira.

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