quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Where is my mind?

Quem foi já às compras sem uma lista? Pois, também eu. E é verdade, acabei mesmo por comprar mais do que necessitava. A máquina assim está montada. Mas não é só essa, há outra pior, mais envolvente e aprisionante. A máquina da vida. Este lufa-lufa, esta correria que, no meio de tantos requisitos e solicitações nos deixa perfeitamente assoberbados. Por vezes mesmo completamente perdidos.
Um dos maiores especialistas mundiais em produtividade, David Allen, refere, através da sua metodologia “Get Things Done” que é imperativo, para desempenhar qualquer tarefa, ter, de forma omnipresente um “dispositivo de captura de pensamentos”! Papel e lápis serve perfeitamente. Onde é que isto nos leva afinal? Ao paradigma de que o saber não ocupa lugar. Ocupa sim, e muito. Quanto mais não seja ocupa os nosssos bites e bytes neuronais cada vez que, determinada tarefa transita, da nossa memória de médio prazo, para a imediata, ou seja, cada vez que nos lembramos que temos de fazer algo... 
Serão as tais listas uma solução? Sim, mas solução para quê? Para tarefas rotineiras, pontos sequenciais ou mesmo aleatórios decerto que servirão. Mas para estruturar linhas de pensamento e criatividade, pela sua simplicidade, são insuficientes.  
Aqui entra o segundo citado desta coluna, Tony Buzman. Com nome de super herói, este escritor desenvolveu a ferramenta dos mapas mentais. Um mapa mental aproxima-se muito mais de como pensa o nosso cérebro e de como as ligações neurológicas dão origem a novas ligações. É epicêntrico. Da ideia central ramifica uma panóplia de sub-pontos e seus “ramos-filhos”. Um mapa mental é, por norma, colorido e rico visualmente. Desta forma é mais facilmente ancorado pelos nosso processos cognitivos. 
Convido o leitor a pesquisar sobre mapas mentais e a fazer um, de preferência usando uma grande folha! Sugiro, apenas, que não o leve para as compras... aí, uma lista clássica funciona melhor.

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